
Oceano Azul transforma IA em motor de inovação com propósito
A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e se tornou parte do cotidiano corporativo.

Alexandre Kohatsu, Chief Executive Officer (CEO) da Mobcall
11 de nov. de 2025
A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e se tornou parte do cotidiano corporativo. Segundo a consultoria McKinsey (2024), 72% das empresas globais já utilizam alguma forma de IA em seus processos. No entanto, a maioria dessas iniciativas ainda se concentra em automação e chatbots genéricos, o que leva a uma competição baseada em preço e performance, um verdadeiro "oceano vermelho".
Nesse cenário, a Estratégia do Oceano Azul oferece um novo paradigma: criar espaços inexplorados de valor, onde a diferenciação nasce da combinação entre tecnologia, propósito e experiência humana.
Infraestrutura técnica
A aplicação dessa lógica à IA propõe uma mudança profunda de mentalidade. Em vez de replicar modelos prontos, as empresas devem identificar problemas reais que ainda não foram resolvidos pelos sistemas tradicionais.
De acordo com o relatório State of AI in 2024, também da McKinsey, apenas 23% das organizações que usam IA afirmam ter alcançado impacto financeiro relevante. Isso revela que o potencial da tecnologia não está em sua adoção massiva, mas em sua capacidade de personalizar, aprender e agir com inteligência contextual.
Nesse ponto, os modelos de linguagem (LLMs) surgem como base, mas não como fim. Ferramentas como os GPTs da OpenAI ou o Gemini, do Google, oferecem a infraestrutura técnica, mas o diferencial competitivo surge quando essas soluções são integradas aos dados e processos internos das empresas.
De acordo com a Deloitte (2024), companhias que personalizam seus modelos de IA com dados próprios alcançam ganhos de eficiência até 30% superiores em comparação às que usam soluções genéricas. Isso porque agentes de IA ajustados ao "DNA da marca" compreendem o tom de voz, a jornada do cliente e as metas do negócio, criando um ativo de valor estratégico, e não apenas operacional.
O valor econômico gerado pela IA
Os críticos podem argumentar que inovar nesse campo é arriscado ou caro demais, mas os dados mostram o contrário. O Fórum Econômico Mundial (2024) estima que, até 2030, 70% do valor econômico gerado pela IA virá da personalização e da automação inteligente, justamente as áreas onde a Estratégia do Oceano Azul encontra terreno fértil. Investir em soluções que ampliam a experiência e a empatia, em vez de apenas reduzir custos, posiciona a empresa em uma trajetória de crescimento sustentável e de longo prazo.
O desafio, portanto, é cultivar originalidade em um ambiente saturado de replicações. Criar um oceano azul em IA não significa competir apenas de forma mais eficiente, mas sim de maneira diferente. É deslocar o foco da quantidade de interações para a qualidade das soluções, da rapidez das respostas para a profundidade da compreensão. Significa transformar agentes de IA em agentes de valor, capazes de antecipar necessidades, gerar insights estratégicos e reforçar a experiência humana.
Aplicando a estratégia da Oceano Azul
O futuro das empresas que seguirem essa rota é promissor. Ao aplicar a Estratégia do Oceano Azul no desenvolvimento de agentes e modelos de linguagem, elas deixam para trás a disputa pelo território da automação básica e passam a liderar a criação de uma nova economia de inteligência, mais contextual, empática e orientada ao impacto real. Nesse oceano azul, não vence quem fala mais alto, mas quem entende melhor, e essa capacidade de escuta profunda será o diferencial que definirá os protagonistas da próxima década.
Alexandre Kohatsu, Chief Executive Officer (CEO) da Mobcall


